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OPINIÃO

2020 é o ano das mulheres?


POR: Juliana Seben
23-12-2020 - 16:05
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Longe de mim querer romantizar a exaustão e o sofrimento, mas para o bem e para o mal, 2020 pode ser considerado o ano das mulheres. Me deparei com o texto da jornalista Júnia Nogueira Sá e percebi na lista criada por ela o quanto saímos vencedoras deste ano. 

Foram nesses arrastados dias que acompanhamos as tarefas escolares sem descanso ou fim de expediente.

Nestes meses de pandemia também sofremos em casa com nossos agressores cada vez mais sem paciência e violentos.

E para completar, somos a imensa maioria que perdeu o emprego, fechou a empresa e viu a renda reduzida a zero.

Fomos as que tiveram que pensar com quem ficariam os filhos para podermos trabalhar.

As que organizaram as contas para evitar um colapso financeiro.

E também as que tiveram que cuidar da casa com mais gente ocupando e se despreocupando com a limpeza.

E ainda por cima carregamos o fardo da preocupação com quem não faz sua parte de usar máscara e não aglomerar, incessantes orientações que recebemos ao longo do ano.

Por outro lado, vimos com orgulho que somos quem comanda a saúde nesse Brasil, sendo o maior número de profissionais na linha de frente de hospitais e no combate à pandemia.

Fizemos uma bonita evolução colocando nossos nomes à disposição nas eleições municipais, mesmo que ainda não ocupando muito os espaços de prefeita.

Batemos recorde na história ao ganharmos 4 Prêmio Nobel dentre as 11 categorias.

Garantimos o comando da maior potência mundial na Vice Presidência dos Estados Unidos. 

Em Tapejara também assumimos a Vice Presidência da ACISAT e fomos eleitas com o maior número de votos entre os candidatos. Somos a autoridade maior em órgãos como a Polícia Civil, o Cartório Eleitoral e o Fórum. Dirigimos um curta metragem de Natal de alta qualidade, comandamos lives e organizamos ações solidárias.

Fomos para o ringue, para os palcos, para o campo de futebol, para onde a gente quis.

Que em 2021 a gente saia das estatísticas de violência, de assédio institucionalizado, de carga mental não dividida. Que o ano nos represente pelo o que realmente somos: uma potência que acabou de sair da caixinha de onde foi guardada por centenas de anos. 

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