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SEGURANÇA

Veja como foram as prisões de suspeitos no ataque a banco em Criciúma


POR: gZH/CID MARTINS e LETICIA MENDES
03-12-2020 - 16:55
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Polícia Militar de Santa Catarina / Divulgação

A prisão em Gramado, na serra gaúcha, de mais dois suspeitos de envolvimento no ataque a banco que aterrorizou Criciúma (SC) elevou para nove o total de investigados detidos até a tarde desta quinta-feira (3). A passagem de pelo menos parte dos criminosos pelo Rio Grande do Sul também ficou evidenciada, com a descoberta de uma casa no Litoral Norte, que pode ter servido de base para o bando após o crime.  


Desde que o município, no sul de Santa Catarina, foi sitiado numa ação orquestrada, com emprego de armamento pesado e explosivos, a polícia do RS vem auxiliando a catarinense nas investigações. No fim da manhã desta quinta-feira, em uma casa de luxo em Gramado, os policiais descobriram um dos integrantes da maior facção criminosa do Brasil, nascida em São Paulo.  


A maior parte dos presos até o momento é justamente composta por paulistas. A polícia de Santa Catarina já havia afirmado que suspeitava da participação de criminosos do Estado de São Paulo na ação. 


Em entrevista à Rádio Gaúcha na tarde desta quinta-feira, a chefe da Polícia Civil no RS, delegada Nadine Anflor, informou que a participação do preso em Gramado no assalto ainda é apurada. Ele estava em uma casa alugada na Serra, onde os policiais fizeram buscas durante as investigações do ataque ao banco.  


— Este preso de Gramado talvez seja o grande elo para se concluir e poder afirmar que há sim a participação de facções de São Paulo nesse crime em Criciúma — afirmou a delegada.


Nadine informou ainda que até o momento não é possível afirmar que tenha havido atuação de criminosos gaúchos no ataque, já que todos os presos, até o momento, são de fora do Estado.  A Polícia Civil não divulgou os nomes dos suspeitos. Em relação à prisão em Gramado, a reportagem apurou que se trata de Marcio Geraldo Alves Ferreira, o Buda. 


Como aconteceram as prisões

Gramado – quinta-feira, 11h

Dois homens foram presos pela Polícia Civil em uma casa em Gramado, na Serra. Entre eles, Marcio Geraldo Alves Ferreira, o Buda, identificado como um criminoso com envolvimento com a maior facção do país, com origem em São Paulo. O outro homem tentou escapar e foi detido em um matagal nas proximidades da casa pelos policiais.


Três Cachoeiras – quinta-feira, 7h30min  

Em uma casa no litoral do RS, perto do limite com Morrinhos do Sul, foi preso pela Brigada Militar um homem, natural do Paraná. No local, foram apreendidos materiais, entre eles roupas sujas de sangue, que indicam que parte do bando pode ter passado pelo local. Há suspeita de que um ou até dois criminosos tenham sido baleados durante o assalto. Quando foi ouvido de maneira informal pelos policiais, o preso alegou que recebeu R$ 5 mil para ir até este sítio e queimar tudo que estava no local.  


Passo de Torres – quarta-feira, 18h 

No município catarinense, logo após a divisa com o RS, foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) três homens que estavam em um Citroen. Dentro do veículo, havia cerca de R$ 50 mil em espécie. O trio apresentou inicialmente identidades falsas, mas a polícia acabou descobrindo que dois deles estavam foragidos.  


São Leopoldo – quarta-feira, 13h 

Dois paulistas, de 30 e 44 anos, foram presos após abordagem da PRF na BR-116, em São Leopoldo, no Vale do Sinos. Eles estavam a bordo de um HB20, onde foram encontrados celulares e R$ 8,1 mil. Os dois não quiseram informar o que estavam fazendo no RS. Eles têm antecedentes por receptação e roubo, mas não possuem histórico com ataques a bancos. Há suspeita de que este veículo tenha sido usado como um batedor – para evitar que os demais fossem identificados em barreiras policiais, por exemplo. Foram presos em flagrante por participação em organização criminosa e coautoria no roubo a banco.  


São Paulo – quarta-feira

Uma mulher foi presa pela Polícia Militar na zona sul da cidade de São Paulo. Na casa onde ela estava, foram encontradas drogas e munição para fuzil – mesmo tipo de arma usada no assalto. A mulher é companheira de um suspeito de envolvimento no ataque em Criciúma.  

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