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Política

18.07.2019 - 11:10

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PDT e PSB punem infiéis, mas poupam filiados que são réus na Justiça

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Enquanto ameaçam expulsar parlamentares que votaram contra a orientação do partido na reforma da Previdência, PSB e PDT não adotaram o mesmo rigor com deputados que viraram réus por diversos crimes. Nos últimos anos, pelo menos quatro parlamentares do PDT e dois do PSB foram alvos de processos judiciais e não tiveram pedido de expulsão analisado pelos conselhos de éticas das siglas.

 

A situação é similar ao que acontece em partidos maiores, como PT, MDB e PSDB, em que ações de expulsão para parlamentares infiéis são mais comuns do que processos internos contra políticos iinvestigados por corrupção na Operação Lava-Jato , por exemplo.

 

No PDT, Robério Monteiro (CE) é acusado de crime ambiental; Gil Cutrim (MA), de crime contra a Lei de Licitações, peculato e formação de quadrilha; Afonso Motta (RS), corrupção ativa, estelionato e ocultação de bens; e Weverton Rocha (MA), de contratação de empresa sem licitação.

 

Já no PSB, Camilo Capiberibe (AP) responde por crime contra o sistema financeiro, enquanto Adilton Sachetti (MT), por crime de responsabilidade. Os partidos alegam que não abrem processos de expulsão porque eles ainda não foram condenados.

 

Por outro lado, oito deputados do PDT e 11 do PSB já entraram na mira dos conselhos de ética de seus partidos por terem votado a favor da reforma da Previdência na semana passada.

 

Em 2017, o PSB expulsou 13 filiados que votaram a favor da reforma trabalhista do governo Michel Temer.

 

— O PSB é o segundo partido mais antigo do Brasil e tem raízes muito profundas. Isso faz com que, de tempos em tempos, grupos ou pessoas que entram para o partido e discordam de princípios importantes para o PSB acabam tendo de sair, porque esbarram nessa formação mais sólida do PSB — afirma Theo Rochefor, coordenador nacional de comunicação da legenda.

 

No PDT, uma das políticas que vai enfrentar processo na Comissão Nacional de Ética Partidária é a deputada Tabata Amaral (SP). Para o candidato derrotado à Presidência da República pelo PDT no ano passado, Ciro Gomes, ela deveria deixar a sigla de forma espontânea por estar fazendo “dupla militância” — uma referência ao fato de ela integrar o movimento Acredito, que prega a renovação na política.

 

A sigla de Leonel Brizola expulsou em 2016 Giovani Cherini (RS) após o deputado votar pelo impeachment de Dilma Rousseff, ignorando a orientação de apoio à petista. Ameaçado de expulsão pelo mesmo motivo, o senador Lasier Martins (RS) pediu desfiliação meses depois.

 

Questionado do porquê de o partido não abrir processos internos contra parlamentares que se tornaram réus em processos criminais, o presidente do Comitê de Ética Nacional do PDT, Marcos Ribeiro, diz que a sigla não pode condenar as pessoas antecipadamente, antes de sentenças judiciais:

 

— Se não houver condenação em última instância ou uma repercussão muito séria, a tradição partidária é que se afaste o filiado para ele se defender. Temos muita precaução com esse tipo de coisa, porque muitas vezes isso é usado de maneira ordenada só para afastar o parlamentar.

 

* por O Globo

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